Quatro indicadores que todo consultório deveria acompanhar
Equipe AltiviaClinica · 25/08/2026
A maioria dos consultórios não tem falta de dado — tem dado espalhado demais para virar indicador. Agenda num lugar, cobrança em outro, faltas anotadas de cabeça. Quatro números, olhados juntos uma vez por mês, já mudam a qualidade da decisão.
1. Taxa de ocupação
Quantas sessões aconteceram sobre quantas a agenda comportava no período. Uma agenda "cheia de compromissos" pode ter taxa de ocupação baixa se muitos desses compromissos viram falta ou cancelamento tardio. É o número que responde à pergunta "tenho espaço para mais um paciente?" com precisão, em vez de com sensação.
2. Taxa de falta (não confundir com cancelamento)
O número que só existe se o sistema registrar falta separado de cancelamento. Taxa de falta subindo é o sinal mais antecedente que existe — geralmente aparece semanas antes de qualquer outro problema ficar visível, seja financeiro ou de adesão ao tratamento de um paciente específico.
3. Ticket médio recebido
Não o valor da tabela de preços — o valor efetivamente recebido por sessão, depois de desconto, taxa de cartão e inadimplência. É comum a diferença entre o preço anunciado e o ticket médio real ser maior do que se imagina, especialmente quando parte da agenda é por convênio ou pacote com desconto.
4. Percentual de inadimplência
Quanto do faturado no período ainda está em aberto, e há quanto tempo. Inadimplência de poucos dias é operação normal; inadimplência que acumula mês a mês sem se resolver é o indicador que deveria disparar revisão da política de cobrança, não só uma cobrança pontual.
O que fazer com os quatro juntos
Isoladamente, cada indicador conta uma história incompleta. Ocupação alta com inadimplência alta, por exemplo, é agenda cheia de sessões que não estão de fato sustentando o consultório — o oposto do que a sensação de "estou muito ocupado" sugere. É a leitura cruzada, não o número isolado, que aponta onde agir primeiro.
Por que isso não deveria ser planilha manual
Os quatro indicadores dependem dos mesmos dados que já existem no sistema de agenda e cobrança — o trabalho extra de mantê-los numa planilha à parte é exatamente o tipo de tarefa que se perde na correria e vira relatório desatualizado. Vale existir automaticamente, calculado a partir do que já é registrado no dia a dia, e não como projeto paralelo de fim de mês.
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