Prontuário eletrônico para psicologia
Prontuário digital resolve um problema real — caderno não tem busca, não tem backup e não sobrevive a uma mudança de endereço. Mas troca esse problema por outro: o conteúdo clínico passa a existir num servidor que não é seu.
A pergunta que decide a escolha, então, não é quais campos o formulário tem. É o que acontece com a anotação depois que ela sai da sua tela.
Cifrado no banco, não só em trânsito
HTTPS protege o dado entre o seu navegador e o servidor. É o mínimo que qualquer site tem, e não diz nada sobre o que acontece depois que a anotação chega.
Aqui o conteúdo clínico é cifrado registro a registro, com vetor de inicialização próprio e etiqueta de autenticação em coluna separada. O texto é amarrado à clínica e ao paciente: um registro deslocado de contexto não abre, mesmo com a chave correta.
A consequência honesta disso é que não existe busca por palavra dentro do prontuário. Um índice de busca sobre conteúdo cifrado exigiria manter uma cópia legível — que é exatamente o que a criptografia deveria evitar. A decisão foi consciente.
Trilha de acesso que o administrador não apaga
Toda leitura, criação, alteração, exportação e impressão de prontuário fica registrada com autor, data, endereço de origem e contexto. Leitura também: saber quem abriu o prontuário é tão relevante quanto saber quem o alterou.
A proibição de mexer nesse registro vive no banco de dados, não na aplicação. UPDATE, DELETE e TRUNCATE são recusados pelo próprio PostgreSQL. Nem quem administra o sistema reescreve a trilha — e é isso que a torna utilizável como prova.
Registro assinado não muda
Depois de assinado, um registro não é editado. Correção se faz com nova evolução que aponta a anterior — o histórico ganha uma linha em vez de perder uma.
Só o autor assina o próprio registro. Nem o responsável pela clínica assina no lugar de outro profissional.
Guarda com prazo, descarte com decisão humana
A guarda padrão é de cinco anos após a alta. Vencido o prazo, o sistema sinaliza e avisa o responsável.
E para por aí. Descarte de prontuário é ato profissional, com responsabilidade sua perante o conselho — não vira rotina automática que roda de madrugada.
O que este sistema não faz
Dizer isto antes vale mais do que você descobrir depois de migrar.
- Não busca por palavra dentro do prontuário — seria incompatível com a criptografia por registro.
- Não grava nem transcreve áudio ou vídeo de sessão.
- Não apaga registro clínico sozinho, em nenhuma hipótese.
Perguntas frequentes
- Consigo levar o prontuário embora se eu sair?
- Sim. A exportação sai em JSON completo mais um PDF por paciente com o prontuário em ordem cronológica, sem abrir chamado e sem custo. O link é assinado e expira em 72 horas. Cada exportação entra na trilha de acesso.
- Quem, dentro da minha clínica, consegue ler o prontuário?
- Só quem tem vínculo com o caso e papel que permite. O perfil de secretaria não alcança conteúdo clínico — a barreira está no acesso ao dado, não em esconder o botão da tela.
- E se eu perder o acesso à minha conta?
- A recuperação de senha é por e-mail. O conteúdo clínico continua cifrado com uma chave da plataforma, então recuperar a conta devolve o acesso ao histórico.
- O sistema tem segundo fator de autenticação?
- Ainda não. A própria tela de segurança declara isso abertamente, em vez de sugerir uma proteção que não existe. É um item em aberto e está registrado como tal.
A conta é gratuita para começar e a exportação completa está disponível desde o primeiro dia — inclusive se você decidir sair.