LGPD para quem atende por sessão: o mínimo que muda o seu dia
Equipe AltiviaClinica · 29/08/2026
Quem atende por sessão sem estar na saúde regulada costuma achar que a LGPD é assunto de empresa grande. Não é. A lei alcança quem trata dado pessoal, e anotar o que aconteceu numa sessão com alguém é tratar dado pessoal dessa pessoa.
A boa notícia é que a parte que importa no dia a dia cabe em quatro perguntas.
1. Você anota mais do que precisa?
A LGPD trabalha com finalidade: você coleta para um propósito declarado, e o que não serve a esse propósito não deveria estar ali.
Na prática isso é um exercício desconfortável. Reabra a sua última anotação e pergunte de cada linha: isso serve ao trabalho que eu presto? Nome do cônjuge, diagnóstico que a pessoa mencionou de passagem, detalhe financeiro da família — muita coisa entra na anotação porque apareceu na conversa, não porque é necessária.
Cada linha a mais é risco sem contrapartida.
2. Onde isso está guardado?
Se a resposta for caderno, bloco de notas do celular, documento no drive pessoal ou conversa de WhatsApp, o problema não é organização.
É que nenhum desses lugares consegue responder às duas perguntas seguintes.
3. Quem consegue abrir?
Se você trabalha sozinho, a resposta é simples. Se tem apoio administrativo, não é.
A pessoa que marca horário e cobra precisa da agenda e do financeiro. Ela não precisa do conteúdo das sessões. Se as duas coisas estão no mesmo login, no mesmo drive ou na mesma planilha, não existe separação — existe confiança, que é outra coisa.
E há a pergunta seguinte, que quase ninguém consegue responder: quem abriu o registro desta pessoa, e quando? Sem isso, não há como investigar nada nem demonstrar coisa alguma.
4. Até quando fica?
Sem conselho profissional fixando prazo, você é quem decide — e decidir não é opcional.
O critério é a finalidade. Enquanto o acompanhamento existe, o registro serve. Encerrado o trabalho, ele ainda serve por um tempo: retorno do cliente, divergência sobre o que foi entregue, continuidade se a pessoa voltar. Passado isso, guardar deixa de ser zelo.
Escolha um prazo, escreva, e cumpra. Guardar tudo para sempre não é o lado seguro — é aumentar o tamanho do estrago em caso de incidente.
O que a pessoa pode pedir
Ela pode pedir confirmação de que você trata dados dela, acesso ao que você tem, correção do que está errado, e eliminação quando não houver motivo para manter.
Vale pensar nisso antes de o pedido chegar. Se hoje alguém pedir "me manda tudo que você tem sobre mim", quanto tempo você levaria? Se a resposta for "vou ter que caçar em três lugares", esse já é o problema.
O que isso não é
Não é obrigação de contratar encarregado de dados, nem de publicar política de privacidade se você não tem site coletando informação. Para quem atende sozinho, a maior parte do esforço está nas quatro perguntas acima, não em documento.
E não é motivo para pânico. É a diferença entre anotar com critério e anotar por hábito.
O AltiviaClinica cifra cada anotação individualmente, registra todo acesso numa trilha que o próprio banco recusa alterar, separa quem alcança agenda de quem alcança conteúdo, e permite exportar tudo a qualquer momento — inclusive para responder um pedido de acesso. Veja a página para quem atende por sessão ou a página de segurança.
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