Sala por hora ou consultório fixo: como decidir pelo número
Equipe AltiviaClinica · 12/09/2026
Quem aluga sala por hora costuma sentir que está numa solução provisória. Quem assina contrato fixo costuma sentir que se estabeleceu.
As duas sensações atrapalham a decisão, que é aritmética e tem um ponto de cruzamento identificável.
A conta, em duas linhas
Sala por hora: valor da hora × horas usadas no mês. Custo inteiramente variável — mês vazio custa quase nada.
Sala fixa: aluguel + condomínio + IPTU rateado + luz + internet + limpeza. Custo inteiramente fixo — mês vazio custa igual.
O ponto de cruzamento é o número de horas em que os dois se igualam. Abaixo dele, hora avulsa sai mais barato. Acima, fixa.
Faça a conta com o seu número real, não com o número que você espera ter no ano que vem.
Três coisas que a conta pura não captura
A hora que você paga e não atende. Em sala por hora, a falta do paciente custa a hora reservada e mais o valor da sessão que não aconteceu. Em sala fixa, a falta custa só a sessão — o espaço já estava pago de qualquer jeito. Agenda com muita falta empurra a conta para o lado da sala fixa mais cedo do que a aritmética simples sugere.
A flexibilidade de encaixar. Sala fixa permite mover um paciente para outro horário sem checar disponibilidade com ninguém. Por hora, todo reagendamento depende de a sala estar livre — e os horários bons, que é quando o paciente pode, são os mais disputados.
O custo de sair. Contrato fixo tem multa, aviso prévio e, às vezes, reforma de devolução. É o item que transforma "experimentei e não deu certo" em prejuízo real.
O terceiro caminho, que costuma ser ignorado
Dividir uma sala fixa com colegas em dias alternados.
Fica mais barato que o aluguel cheio, mantém o mesmo endereço — importante para o paciente e para o material de divulgação — e o espaço fica reservado para os seus dias.
O que isso exige é o que faz a maioria desistir: um combinado escrito sobre horários, rateio de contas, o que acontece quando alguém sai, e o que fazer com o material de cada um. Sem isso, dura até o primeiro desentendimento sobre quem pagou a internet.
O que o online muda na conta
Se parte dos seus atendimentos é online, a conta muda de forma: você precisa de menos horas presenciais para a mesma receita, e o cruzamento se desloca para longe da sala fixa.
Vale calcular pelos dois cenários — quantas horas presenciais hoje e quantas daqui a seis meses. Uma agenda que está migrando para online e assina contrato fixo de dois anos está assumindo custo que a própria tendência dela vai tornar ocioso.
A pergunta que resolve
Não é "o que é mais profissional". Paciente nenhum decide continuar porque a sala é sua.
É esta: quantas horas por semana eu ocupo hoje, e por quantos meses consigo pagar o custo fixo se essa ocupação cair pela metade?
Se a resposta for "não muitos", a resposta da sala é por hora — não porque seja pior, mas porque preserva a possibilidade de errar.
O AltiviaClinica mostra a ocupação real da sua agenda por semana, que é o número do qual essa decisão depende. Veja o software para psicólogos ou os planos.
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